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Nunca
chore por mim
(Balada de quem vai embora)
(Luiz Alberto Machado) |
Nunca chore por mim
Não chore não
Que um dia eu volto
Prá te buscar
A partida e o caminho
Nas minhas mãos
E os olhos da vida a me vigiar
Eu percebo o destino
Sob os meus pés
A saudade no peito
Agourando a solidão
O exílio e o aceno na estação
Incidem na voz num lamento de adeus
De quem se entregar
Seja em qualquer lugar
Onde a sorte vier
É seguir cada qual a sina de agora
Desatino vadio da ilusão
O apito do trem apressa a hora
Marcando o compasso do meu coração
Cada rosto se expõe na dor que chora
Quando o peito é varrido pela paixão
Já é tarde estou indo eu vou embora
É que o choro arrocha o nó da canção
De quem vai se entregar
Seja em qualquer lugar
Onde a sorte vier
Perdão dos amores desfeitos na tora
Arrancados no véu da contramão
Fizeram o outono da minha história
Atraíram o abandono e a distração
Pelas ruas ganhei a pose e o disfarce
O abraço e o perigo da delação
Para a vida ofereço a outra face
E prá morte celebro a confissão
De quem vai se entregar
Seja em qualquer lugar
Onde a sorte vier
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